Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Curso Superior de Fisioterapia: Avaliação Funcional



A disciplina Avaliação Funcional, ou Avaliação Cinético Funcional, compõe o quadro de disciplinas para o curso de Fisioterapia, sendo esta muito importante, pois através dela vamos aprender a realizar a anamnese no paciente. Na faculdade Estácio de Aracaju – Sergipe, ela é obrigatória e na grade de horário, está no quarto período.

Assunto principal – Anamnese

Nesta disciplina, nosso principal objetivo é aprender a encontrar a principal queixa do paciente. Para isso, utilizamos uma ficha de anamnese, realizamos testes ortopédicos de acordo com a sintomatologia do paciente, assim como teste de força muscular para avaliar o estado geral do paciente quando necessário.

Para construir a anamnese, podemos utilizar perguntas abertas, focadas ou fechadas.

Ex. de pergunta aberta: Quando começou a ocorrer essa dor?;

Ex. de pergunta focada: A dor se espalha? Sim ou não?;

Ex. de pergunta fechada: A dor impede de realizar tarefas?.

Além dessas perguntas, na anamnese deve estar presente a História da Patologia Pregressa (HPP); as doenças anteriores que possam ter correlação com a atual; a história familiar (doenças de caráter hereditárias); assim como exames complementares, ex.: raios-X, TC, US, etc.

A sintomatologia também é de fundamental importância, ou seja, se o paciente é depressivo, ansioso, obeso, etc., pois para o tratamento efetivo podemos encaminhar o paciente para outros profissionais (psicólogo, nutricionista, etc.).

Técnicas básicas do exame físico

Inspeção; palpação; ausculta; percussão, o olfato e o uso de alguns instrumentos e aparelhos simples (ex.: fita métrica, estetoscópio e esfigmomanômetro, goniômetro).

Os testes ortopédicos

Na parte dos testes de avaliação musculoesquelética vemos os testes ortopédicos, e para cada patologia podemos realizar um teste físico no paciente e correlacionar com a queixa clínica para poder diagnosticar corretamente o problema do paciente. Os testes avaliam a coluna vertebral, a articulação glenoumeral, punho, quadril, joelho e tornozelo.

São alguns exemplos de teste: Phalen (para diagnosticar a síndrome do túnel do carpo), Discrepância de MMII (membros inferiores), Teste de Ober (verificar tensão do trato iliotibial), testes para o cotovelo (medial e lateral), testes para o joelho (ligamentos, menisco, derrame articular, etc.), teste de Roos (para desfiladeiro torácico), teste de Allen, sinal de tínel, teste de Patrick Faber, teste de Jobe, etc.

Visão geral da disciplina

A disciplina foi composta de aulas teóricas e práticas. Aprendemos a verificar pulso, pressão arterial, frequência respiratória e ausculta cardíaca. A avaliação também foi composta de provas teóricas e prova prática dos testes ortopédicos. A parte mais difícil da disciplina são os testes ortopédicos por serem muitos.

O professor deu bastante enfoque à construção da anamnese e os testes ortopédicos. Falou também da importância de nós (futuros) fisioterapeutas palpar o paciente para fazer o diagnóstico. E é através da avaliação cinética e funcional do paciente que podemos planejar uma conduta fisioterapeuta coerente, por isso é uma disciplina muito importante na grade curricular do curso.

No meu entendimento é uma disciplina que exige bastante atenção, contudo desperta no aluno o senso crítico de ser fisioterapeuta, pois é quando aprendemos a elaborar as condutas fisioterapêuticas a partir dos dados históricos e clínicos apresentados pelo paciente.

Alessandra Alves de Souza – Graduanda do curso de Fisioterapia Estácio – Fase



 

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