Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Curso Relações Internacionais: Ciência Política



O que é esta disciplina? O que se estuda?

Nesta disciplina o aluno irá examinar a constituição da ciência política como uma disciplina singular no âmbito das ciências sociais, e a delimitação dos objetos de estudos que são peculiares a essa disciplina.

Quanto ao conteúdo em si, pode variar um pouco, mas no meu curso foi adotado o seguinte plano de aulas:

  • A formação da ciência política e seu campo de estudo.
  • A constituição e difusão da ciência política.
  • Objeto de estudo da ciência política: O Poder
  • Objeto de estudo da ciência política: O Estado
  • Governo e suas tipologias.
  • Regimes políticos clássicos e contemporâneos.
  • Regime representativo, eleições e partidos políticos.

Quanto a formação e constituição da Ciência Política (CIPOL) é estudado que a Ciência Política como disciplina autônoma é resultado de um processo histórico de acúmulo de conhecimentos sobre a área.

Também é visto que a disciplina da Ciência Política se torna autônoma da sociologia no final do século XIX. Esta autonomia ocorre primeiro nos Estados Unidos da América.

No século XX, a área cresce de forma ampla e heterogênea, bastante voltada para os estudos de caso, sem desenvolver uma teoria geral que contemple os diferentes âmbitos da CIPOL.

Quanto ao Brasil, a CIPOL como disciplina autônoma somente se desenvolveu nos últimos 30 anos. Esse é um tema que pode ser debatido em sala de aula: Por que a Ciência Política enquanto disciplina autônoma demorou tanto para se desenvolver no Brasil?

Após essa fase introdutória, quanto ao objeto de estudo da Ciência Política em si, dá-se grande ênfase ao assunto poder. Os professores costumam explorar bastante esse assunto, e o objetivo desse conteúdo é habilitar o estudante a responder as seguintes questões-chave:

O que é poder? Quais os aspectos que podemos caracterizar o poder, como ele se distribui dentro das organizações políticas?

Além do poder, outro objeto de estudo da Ciência Política é o Estado. O aluno estudará que a Ciência Política pode ser classificada como a ciência do Estado e a noção de soberania que está associada a ele, e para estudar a soberania seria necessária uma ciência específica: a CIPOL.

Depois, em uma terceira etapa, serão estudados os outros aspectos abordados pela Ciência Política, tais como, o governo e suas tipologias, regimes políticos clássicos e contemporâneos, regime representativo, eleições e partidos políticos, dentre outros.

Quanto a abordagem, será interdisciplinar, possibilitando ao aluno do curso de Relações Internacionais correlacionar os estudos da Ciência Política com as questões do cenário político nacional e internacional e também com as demais matérias do curso.

Quais as dificuldades?

Pode parecer óbvio, mas a primeira dificuldade é para quem não gosta ou não se interessa pela política em geral, pois dessa forma o aluno já cria uma barreira desde o início.

Se esse for o seu caso, digo que o curso de Relações Internacionais é diferente do curso de formação em Ciências Políticas que visa formar cientistas políticos. O que quero dizer é que 90% do conteúdo não tratará da política partidária em si, mas sim da teoria geral do estado, dos primeiros pensadores e grandes antecessores da sociologia política, tais como: Aristóteles, Tucídides, Maquiavel, Hobbes, Montesquieu, o grande fundador da sociologia Augusto Comte, dentre outros.

Assim, uma dica importante, é não se preocupe com isso, pense que é só mais uma disciplina dentro do curso de Relações Internacionais, e os estudos não são tão aprofundados quanto seriam no curso de Ciências Políticas.

No mais, exige do estudante bastante conhecimento sobre atualidades em geral, para que possa correlacionar os conteúdos com os cenários políticos e econômicos nacionais e internacionais.

Quais as aplicações práticas?

A principal aplicação será possibilitar ao estudante do curso de Relações Internacionais um domínio adequado da teoria geral da ciência política para que o mesmo desenvolva a capacidade de pensamento crítico e estabeleça relações da disciplina com as demais matérias do curso de Relações Internacionais.

Conclusão

É uma disciplina muito importante no curso de Relações Internacionais pois se correlaciona com as demais matérias do curso, principalmente Política Internacional, Economia Política e Economia Internacional, possibilitando uma compreensão mais holística das Relações Internacionais.

Vinicius Torraque Novaes é servidor público federal, graduado em Gestão de Pessoas pela Universidade Metodista de São Paulo com MBA em Administração de Empresas pela Faculdade Internacional de Curitiba, Bacharelando em Relações Internacionais pela Faculdade Internacional de Curitiba e Pós Graduando em Coaching e Liderança pela Faculdade Unyleya.



 

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