Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Enfermagem: Suporte Básico de Vida



Suporte Básico de Vida: importância x nervosismo

Quando eu estava na minha graduação de enfermagem na Faculdade Anísio Teixeira no interior do Estado Bahia estudei a disciplina de Enfermagem na Atenção ao Adulto e Idoso II no 8º semestre com uma carga horaria de 216h divididas em aulas teóricas e práticas, e dentro desta disciplina que vi o Suporte Básico de Vida, mais conhecido entre os estudantes e profissionais pela sigla SBV, mas devo confessar que tive muito medo dessa matéria, porque era algo onde eu iria aprender a salvar vidas, ou seja, nada mais como um procedimento básico e sim como salvar a vida de uma pessoa, e não podemos negar que essa é uma grande responsabilidade, mas enfim encarei a disciplina sem colocar barreiras antes mesmo de conhecer, afinal quando somos estudantes criamos um bicho de sete cabeças sem nem conhecer.

Professores

A professora dessa disciplina era muito temida por todos os alunos, visto que, ela era muito exigente e também era a coordenadora geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU assim em todas as aulas teóricas até para fazer uma pergunta eu pensava muito para não falar nenhuma bobagem, mas com o passar das aulas fui conhecendo-a e vendo que não precisava temer tanto assim, pois ela fazia aquele papel de durona, porém no fundo era uma pessoa bem legal e de uma competência inquestionável.

A matéria

Essa disciplina traz para os graduandos quais são os protocolos que devem seguir para garantir um atendimento qualificado em meio a uma urgência, pois um SBV sendo rápido e eficaz pode garantir em 60% a chance de vida daquele paciente. O principal norteador do suporte básico de vida é American Heart Association (AHA) que teve sua ultima atualização no ano de 2015 onde informa que em uma situação de Parada Cardiorrespiratória (PCR) em um adulto com um único socorrista o mesmo deverá iniciar as 30 compressões torácicas em seguida duas respirações, vale ressaltar, que durante a disciplina você aprenderá identificar uma PCR entre outras urgências e emergências.

Realmente essa é uma das disciplinas que merece maior atenção aos estudantes, pois você pode salvar a vida de qualquer pessoa, por isso me dediquei bastante, estudos noturnos para que realmente pudesse aprender e não apenas decorar para tirar uma boa nota na prova, e assim fiz todas as aulas, até que chegou o dia de provar o que tinha aprendido e nós (eu e minha equipe) fomos sorteadas para ficarmos três turnos em uma sala de emergência do maior hospital público da minha cidade e mais três turnos no SAMU, então pensei, agora é pra valer.

Logo quando cheguei à sala de emergência, peguei um paciente, um senhor que já tinha tido uma PCR, então fui colocar todos os cabos do monitor cardíaco e ai veio à surpresa, o senhor parou novamente, então começou aquela correria para iniciar ressuscitação cardiopulmonar (RCP), e eu confesso que fiquei apavorada com aquela situação, então conseguimos reanima-lo, e logo foram aparecendo outros casos de urgência mais amenos e foi passando o pânico.

Pior ainda foi o meu estágio no SAMU com a professora que também era a coordenadora geral, enfim logo escolhida para atender um chamado, e ao chegar ao local era uma adolescente de 16 anos que estava grávida e tinha desmaiado, aparentava está desnutrida, e com todos os parentes em cima e eu tendo que pegar o acesso venoso, confessor que nunca fiquei tão nervosa, e nada de conseguir pegar o acesso, até que minha professora pediu que o motorista colocasse a paciente dentro da ambulância e então sem ninguém ao meu lado consegui pegar o acesso, mas não me esqueço daqueles atendimentos com tanta pressão, por isso quando vejo um atendimento dos profissionais do SAMU atendendo em meio uma multidão sei o quanto é complicado.

E foi nesse ritmo o meu estagio dia após dia tenso porque nunca saberia qual seria o próximo atendimento, mas passou e ao final nossa professora elogiou toda a equipe e disse que o nervosismo faz parte. Hoje vejo como foi importante, por isso digo que aproveitem todos os atendimentos com ou sem nervosismo, porque no final verá que aprendeu muito e que valeu a pena ajudar a salvar a vida de alguém.

Marilia Ponde é graduada em Enfermagem pela Faculdade Anísio Teixeira (FAT) e pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade Visconde de Cairu, ambas na Bahia.



 

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