Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Técnicas Retrospectivas. Faculdade Arquitetura e Urbanismo



A disciplina de Técnicas Retrospectivas nos convida a conhecer, estudar e analisar o universo da Arquitetura antiga, o patrimônio histórico e cultural da humanidade e seu valor socioeconômico, observando as técnicas utilizadas na construção de igrejas barrocas e castelos medievais, por exemplo. Além disso, são abordadas as técnicas de restauro e revitalização dessas edificações e ambientes, verdadeiras obras de arte do passado.

Pode também ser encontrada como Patrimônio Cultural e Restauro, sendo obrigatória ou opcional, a depender da universidade. Na minha universidade, é uma disciplina obrigatória dividida em dois períodos, totalizando 75 horas de aula.

O que é?

Trata-se de uma disciplina que visa abordar conceitos chave acerca do patrimônio arquitetônico do Brasil e do mundo e introduzir ao estudante a importância de se conhecer as causas da degradação do mesmo e procurar preservá-lo e reestruturá-lo de forma que suas características originais sejam preservadas o máximo possível. Para isso, deve-se conhecer os materiais que foram utilizados na construção dos edifícios e tentar intervir sem prejudicar a singularidade da obra.

O que se estuda?

Em Técnicas Retrospectivas, há uma enorme ênfase para o estudo dos materiais naturais e artificiais que foram retrospectivamente utilizados na composição de obras icônicas da Arquitetura, tais como antigos teatros, igrejas, entre outros. Estuda-se, por exemplo, o barro, as pedras, o concreto e o vidro. Além disso, são abordados os componentes de tais construções, como alicerces e abóbadas, as técnicas utilizadas pelos antigos arquitetos e a composição interna dos ambientes clássicos, desde móveis até pinturas e afrescos.

Para o estudo do restauro e manutenção dessas construções, há, concomitantemente, o estudo das patologias inerentes a elas, causadas por intempéries e agentes diversos, tais como chuva ácida ou até mesmo terremotos, quando tratamos de edifícios localizados em países suscetíveis a abalos sísmicos.

Como são as aulas?

As aulas são todas teóricas, incluindo apenas algumas horas de atividade prática supervisionada. O professor expõe oralmente e por meio de recursos como slides e livros de arte o conteúdo programático da disciplina.

Quais são as maiores dificuldades?

Por se tratar de uma disciplina desenvolvida no 5° e 6° períodos (3° ano), não tive grandes dificuldades, pois o tema tratado é já muito abordado no decorrer do curso. O embasamento acerca da história da Arquitetura e seus patrimônios já vem desde o 1° período com disciplinas como Estética e História da Arte e História da Arquitetura e Urbanismo.

O que os professores mais cobram?

O professor sempre exigirá nas avaliações um conhecimento mais aprofundado sobre estilos arquitetônicos antigos, como o estilo gótico, românico, barroco, neoclássico etc. Além disso, são de praxe questões acerca de como deve ser feita a restauração de determinado edifício, que apresenta uma patologia em específico, ou determinados mobiliários, também danificados pelo tempo. Dessa forma, o professor avalia a capacidade do aluno de apontar a solução para o problema sem intervir negativamente na edificação/mobiliário, isto é, sem danificar a singularidade histórica do patrimônio. Uma porta de madeira de um prédio tombado, por exemplo, jamais poderia ser retirada e substituída por uma outra porta genérica. Por fazer parte de um patrimônio cultural, deveria ser corretamente restaurada, sem maiores prejuízos, e recolocada em seu devido lugar.

Qual a contribuição para o curso de Arquitetura e Urbanismo?

Sem dúvidas, é uma disciplina que desperta respeito e admiração pelo passado arquitetônico nacional e internacional. Traz a todos a inspiração de que o novo é sempre bem-vindo, mas que jamais seria concebido se não tivesse havido algo antes. Cumpre o papel de capacitar os futuros arquitetos a liderarem projetos de restauração de edifícios importantes de nosso patrimônio cultural.

Gabriela Giovana Born Schibelbein Marchioro, graduanda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná.



 

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