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Faculdade de Ciências Biológicas: Matéria Biossegurança



Existem vários conceitos para o termo biossegurança, que é de grande importância e tem amplo significado.

Pela etimologia da palavra (o estudo da sua origem), biossegurança é uma palavra composta pelo prefixo bio, que provém do radical grego “bio” cujo significado é “vida” e da palavra segurança, que vem do latim “Secura”, que pode ser interpretado como “garantido, sem temor”. Ou seja, etimologicamente falando seu significado é “vida livre de perigo”.

E é exatamente essa a proposta, a adoção de métodos e procedimentos que possam garantir uma vida livre de perigos, segura. Mas ainda é uma definição muito simples para descrever algo tão necessário e importante. Vamos complementar esse conceito.

Biossegurança pode ser entendido como um conjunto de medidas, procedimentos, estudos que visam o controle de riscos que possam representar um perigo para a vida.

Podemos perceber que ainda ficam faltando elementos para que possamos compreender o significado como um todo. Não se pode falar em biossegurança sem compreender o que deve ser controlado, como controlar e ainda, quem são os atores envolvidos nesse processo.

O que controlar?

Devemos controlar o risco. Significa controlar qualquer situação de perigo que possa afetar a integridade e o bem estar dos indivíduos. A presença do risco torna a vida insegura, passível de acidentes. Quanto a sua natureza, o risco ou perigo pode ser classificado em:

  • Risco ou perigo químico: São as substâncias químicas que podem se apresentar na forma de gases, líquidos ou sólidos e representam perigo à saúde do indivíduo/manipulador, dependendo da atividade de exposição. O risco envolve a penetração do agente químico no organismo, seja pela via respiratória (pela inalação de gases ou vapores, poeiras, fumos, névoas ou neblinas), pela absorção através da pele (líquidos, cremes, venenos, produtos de limpeza etc) ou ainda pela via digestiva (ingestão acidental de produtos químicos).
  • Risco ou perigo físico: Os agentes físicos podem se apresentar de diversas formas como agentes cortantes/penetrantes, ruídos altos, pressões anormais, temperaturas extremas (calor ou frio podem causar queimaduras), radiações, entre outros. Os acidentes mais comuns são com objetos cortantes, que podem causar desde simples cortes (com risco secundário biológico, podendo causar uma infecção e agravamento da ferida) até casos graves de mutilação.
  • Risco ou perigo biológico: Envolvem a contaminação por agentes de natureza biológica como bactérias, vírus, fungos, parasitas e plantas, pelo contato direto ou através do meio ambiente (terra, água, sangue, urina, equipamentos etc).
  • Risco ou perigo ergonômico: São aqueles que podem interferir tanto de forma física como psicológica e geralmente estão associados ao ambiente laboral. Podem ocorrer em caso de esforço físico exagerado, situações de estresse, levantamento de peso de forma inadequada, postura incorreta, entre outros.

Como podemos controlar o risco?

A melhor forma de controlar o risco, ou seja, a quebra da biossegurança, é através de ações preventivas. Essas ações visam prevenir a ocorrência do risco e do consequente acidente que ele possa vir a causar.

Para prevenir é preciso conhecer o risco e sua natureza, conforme vimos acima (química, física, biológica ou ergonômica) e estudar, dentro das diferentes situações de exposição, quais acidentes poderiam ocorrer. Após o estudo e o conhecimento dos perigos, podem ser adotados procedimentos que vão conter ou minimizar os riscos, garantindo a segurança dos atores envolvidos.

A contenção ou minimização do risco é a base da biossegurança.

Quem são os atores envolvidos nesse processo?

Nós. Todo individuo em qualquer atividade pode correr riscos à sua saúde e deve estar atento à biossegurança. Como exemplos, podemos citar:

  • Alunos ou profissionais da área médica que atuam diretamente com pacientes doentes;
  • Alunos ou profissionais da área científica ou laboratorial, que manipulam materiais de risco, como agentes biológicos ou químicos.
  • Médicos veterinários durante suas atividades profissionais podem sofrer acidentes físicos (mordidas, arranhaduras etc) com consequente contaminação microbiológica. Ou mesmo serem contaminados pelo contato com um animal portador de uma zoonose (doença infecciosa que pode acometer tanto os animais quanto o homem).
  • Trabalhadores que podem sofrer acidentes manipulando energia, equipamentos, produtos químicos etc.
  • Manipuladores de alimentos em cozinhas industriais ou em indústrias de alimentos.

Podemos concluir então que a biossegurança é um conjunto de ações ou procedimentos necessários para proteger, prevenir ou minimizar riscos (trabalhadores, manipuladores, alunos e profissionais) em qualquer âmbito (ensino, pesquisa, produção, desenvolvimento tecnológico, laboral etc), criando um ambiente livre de perigos, garantindo a segurança à saúde e a vida dos indivíduos.

E o que é muito importante: Biossegurança envolve responsabilidade e seriedade. Depende de todos nós. Não adianta achar que o simples fato de um empregador fornecer um EPI (equipamento de proteção individual) a um funcionário, torna seu trabalho seguro. Se o funcionário não utilizar o equipamento na frequência e forma adequada, não vai estar protegido. Por isso, todos devem fazer a sua parte criando e seguindo procedimentos preventivos adequados, adotando boas práticas, criando sistemas de informação e monitoramento e notificando todo e qualquer acidente ocorrido, para que as ações de prevenção sejam sempre atualizadas.



 

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