Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Veterinária: Bioestatística



Não sei quanto a vocês, mas quando fiz o meu curso de medicina veterinária 100% da turma não gostava desta disciplina. Alguns por não gostar de matemática (que é a base da bioestatística), outros por não conseguirem enxergar a utilidade do conteúdo tão específico na nossa vida profissional.

Não estou julgando o curso, veja bem. É apenas um fato.

Em sua defesa, digo que compreendi mais tarde a sua importância. Aliás acontece com todos nós. Quando nos damos conta já estamos desejando ter prestado mais atenção nas aulas.

Acho que isso ocorre por que essa disciplina faz parte do circuito “básico” da faculdade e quando já estamos no circuito profissional, vendo disciplinas como doenças infecciosas, zoonoses, saúde pública (epidemiologia), entre outras, percebemos o quanto os procedimentos estatísticos e interpretação das informações estatísticas fazem parte da veterinária.

Conceito da disciplina

Como o próprio nome já diz, bioestatística se refere a estatística em biologia (incluindo os ramos de medicina, ciências agropecuárias, entre outras). A estatística é uma ferramenta segura, uma ciência exata e a principal vantagem de envolver estatística e biologia é agregar uma complexa metodologia para dar resposta às hipóteses, além de agilizar a organização do sistema de investigação e a geração de resultados.

Atualmente, devido a informatização crescente, já se usa também a bioinformática na bioestatística, como ferramenta que auxilia no controle dos dados com precisão, facilitando a sua análise e acelerando o processo.

Tópicos estudados em Bioestatística

Geralmente o conteúdo programático não varia muito de uma universidade para outra. Em geral, os tópicos estudados nessa disciplina são:

  • Apresentação/ introdução à Bioestatística;
  • Estatística Descritiva;
  • Construção de histogramas e gráficos de folhas e caules;
  • Medidas de tendência central (média e mediana);
  • Medidas de variabilidade;
  • Testes de Hipóteses;
  • Inferência;
  • Análise de variância;
  • Entre outros.

Metodologia de ensino

A metodologia envolve aulas teóricas e práticas que muitas vezes se misturam. Inclusive com a informática na área da saúde, que é outra disciplina que auxilia muito no estudo da bioestatística.

Envolve trabalho com dados e números e levantamentos estatísticos, com análises de resultados.

Dificuldades no estudo da Bioestatística

A maior e mais evidente dificuldade é a presença da matemática na vida do estudante. Muitas vezes fez sua escolha pela área da saúde acreditando que não iria mais precisar estudar matemática e se surpreende em ver o quanto vai precisar dela.

Conteúdo das provas

As provas, infelizmente, costumam envolver muitos números, cálculos, análises estatísticas e geração e avaliação de resultados. Alguns professores, para contemporizar possíveis resultados negativos em provas, costumam auxiliar com trabalhos em salas de aula, de forma complementar.

Conclusão

É inegável a presença da matemática em todos os nossos passos e não seria diferente na trajetória de um profissional da área da veterinária. Só para ficar bem claro a importante da matemática e da bioestatística na nossa profissão, vou deixar uma lista da sua utilidade na nossa vida prática, para o seu conhecimento:

  • É essencial ao planejamento, coleta, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa;
  • É fundamental nos estudos epidemiológicos;
  • É uma ferramenta chave nos negócios e na industrialização, no controle de processos e de custos financeiros;
  • Na gestão da qualidade de produtos e serviços;
  • Em pesquisas genéticas, para o melhoramento de espécies e, consequentemente, melhor otimização da produção pecuária;
  • Ajudam no cálculo da frequência cardíaca ou respiratória de um paciente, permitindo que se tenha um diagnóstico preciso;
  • Ajuda a determinar a dosagem de um medicamento;
  • Em casos cirúrgicos, a medida certa do anestésico pode determinar o sucesso de uma cirurgia;
  • Pode inclusive auxiliar na análise do crescimento de populações de microorganismos, sendo útil no desenvolvimento de novas substâncias para indústrias farmacêuticas.

Ana Carolina Braga. Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense. Facebook: https://www.facebook.com/anacarolinabbraga



 

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