Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Engenharia Econômica. Graduação em Engenharia de Produção



Ao começar os estudos de Engenharia de produção, não imaginamos que seguiríamos este ramo da engenharia na verdade eu particularmente nem imaginava que existia, mas esta parte da engenharia de produção é tão importante quanto as outras e no que se diz respeito a otimizar custos ela é primordial.

As aulas e o que se aprende

Iniciei as aulas de engenharia econômica sem ter ideia do que se tratava, já de início percebi que esta área trabalhava muito com matemática financeira, taxa de juros, amortizações de financiamentos, taxas de mercado, pois tudo isso envolvia a os recursos financeiros em projetos da empresa.

O que eu pensei foi que essa parte relacionada aos meios financeiros da empresa não cabia a engenharia de produção, mas aprendi que várias empresas principalmente as indústrias; fecham por falta conhecimento e consequente perdas no setor de produção, perdas relacionadas a falta de conhecimentos na compra de matéria prima, pois as vezes se compra em parcelas, mas as empresas esquecem que existem os juros.

Aprendemos que a engenharia econômica ao longo do tempo foi incorporando aspectos de outras disciplinas, foi aí que comecei a entender o envolvimento da engenharia econômica com a matemática financeira. Aprendemos que os fatores econômicos podem se tornar estratégicos para a engenharia.

Nestas aulas aprendemos os fundamentos teóricos que são, reconhecer e definir alternativas, consideração de consequências, comensurabilidade, questão crítica de consequências, separação de decisões, necessidade de critérios, escolhas de critérios, irrelevância de aspectos, critérios secundários, dados irredutíveis e necessidade de ponto de vista sistêmico,

As aulas

No início das aulas, nos foi explicado o que era a engenharia econômica e logo após a segunda aula já iniciamos um projeto, nos foi proposto que com os conhecimentos adquiridos nas aulas deveríamos individualmente fazer uma projeção de fundo de caixa, analisar e avaliar se seria viável ou não investir no projeto proposto. Este projeto proposto foi diferente para cada aluno no meu caso era a fabricação de um determinado produto, que a compra de matéria prima era feita fora do pais, portanto já envolvia importação.

Este projeto seria a nota final da matéria, portanto, teria que me esmerar para tirar uma nota boa, e que eu gostei muito foi que mesmo não tento conhecimento profundo em fazer o projeto as dúvidas que surgiam eram eliminadas nas aulas e isso nos ajudou muito. As aulas de matemática financeira eram constantes, pois tudo se baseava em cálculos, cálculos de juros, cálculos de taxas, de impostos, tempo de retorno, cálculos de perdas, probabilidades era matemática pura.

Uma das coisas que ficaram gravadas em mim foi que se tratando de engenharia econômica é necessário reconhecer o valor do dinheiro no tempo.

Nas aulas trabalhávamos muito com expressões matemáticas, não as convencionais do ensino médio, mas as te taxas de juros, taxas de juros compostos, fazíamos comparações.

No meu projeto eu tinha que calcular o valor da importação com os devidos impostos, o valor real da mercadoria, o valor do pagamento a vista e a prazo, se compensaria se pagar a prazo, a quantidade de matéria prima a ser adquirida juntamente com a probabilidade de perdas, e o mais importante o valor final do produto acabado com todos os pros e contras.

Aulas laboratoriais e teóricas

Tínhamos aulas teóricas, porem o uso do laboratório para se fazer os cálculos eram maiores, até porque tínhamos que fazer planilhas, gráficos e tudo era feito em computadores, pois já era nosso projeto. E as aulas teóricas eram dadas no laboratório, assim o que aprendíamos na teoria já colocávamos em pratica.

As dificuldades encontradas

Não posso dizer que não tive dificuldades, até mesmo pelo motivo de que no início eu pensava que essa parte financeira não cabia a engenharia econômica, o que eu achava que se tratava a engenharia econômica era reduzir perdas no setor de produção, fato que também envolve a matéria, mas como vi no decorrer das aulas não se tratava somente desse fato.

Mas posso dizer que foram dificuldades normais de alunos, o que me deu um pouco mais de trabalho foram os fundamentos teóricos, porquê de início eu pensava que não teria utilidade mas vi que a relação é inevitável para se fazer um cálculo exato das coisas e tomar as decisões corretas.

Conclusão

A engenharia econômica no segmento industrial é um dos auxiliadores das industrias para que as mesmas se mantenham solidas no mercado, juntamente com outros segmentos é claro, ter um bom engenheiro de produção que saiba analisar todos os fatores de risco que envolvem a produção industrial é uma ferramenta importantíssima para os empresários.

Investir em profissionais desse segmento é um meio de economizar.

Diego Hipolito Engenharia de Produção Uninove - 2013



 

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