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Matéria Microbiologia. Faculdade de Ciências Biológicas



Aprendi muito sobre o assunto durante os estudos e foi muito proveitoso. Já havia lido muito sobre o tema na internet e em diversos textos, mas uma aula com boa didática e conteúdo adequado são fundamentais para o aprendizado.

Vimos o conceito, o significado dessa palavra que está muito mais presente no nosso dia-a-dia do que podemos ver ou saber. Isso por causa daquele ditado popular que diz: “O que os olhos não veem, o coração não sente”. Entendeu? Se não, não se preocupe, até o final do texto você vai entender e vai ter uma noção do que essa disciplina representa.

Como uma breve introdução à microbiologia, vamos relembrar os conceitos e definições que envolvem o tema e os tipos de micro-organismos e suas principais características.

1) Conceitos e definições

Para o melhor entendimento das palavras vamos não só relembrar a definição como também a etimologia, ou seja, o significado através do estudo da sua origem.

1.1 Microbiologia:

Etimologia da palavra: A palavra microbiologia foi formada a partir do Grego, pela junção de micros (pequeno), bios (vida) e logon (tratado, estudo).

Podemos definir então como sendo o estudo de pequenas formas de vida.

Conceito: É a ciência que estuda os micro-organismos.

Simples assim. Mas o que são os micro-organismos?

1.2 Micro-organismos:

Etimologia da palavra: A palavra microrganismo foi formada a partir do Grego, pela junção de micros (pequeno) e organismum, de organum (órgão, instrumento). E podemos definir como órgãos ou organismos pequenos.

Conceito: São seres vivos tão pequenos que não podem ser vistos a olhos nus.

Agora você entendeu o porquê do “O que os olhos não veem…”, não? Por que para enxergar os micro-organismos é preciso um instrumento de aumento chamado microscópio. Esse microscópio pode ser óptico ou eletrônico.

Os micro-organismos podem ser unicelulares ou multicelulares (pluricelulares).

A grande maioria é composta pelos unicelulares, que são formados por apenas uma célula. Dentre eles, os mais importantes são: Os vírus, as bactérias, os fungos e os protozoários.

Esses seres unicelulares podem ser ainda procariontes (como os fungos, protozoários e algas), pois não possuem uma carioteca ou membrana envolvendo seu material genético, ou eucariontes (como as bactérias), que possuem uma membrana nuclear verdadeira.

2) Onde encontramos:

Apenas 3% dos microorganismos estão relacionados com doenças infecciosas graves como AIDS, Tuberculose, Leptospirose, Raiva, Tétano etc. Estes podem ser encontrados em diferentes habitas, convivendo em microbiotas

97% estão relacionados a outras atividades, como fixação do nitrogênio no solo, na produção de alimentos (queijos e iogurtes, fermentos para pães, vinhos, cerveja e os cogumelos –fungos), na produção de medicamentos (antibióticos, vacinas), na degradação de compostos (compostagem, lixo, esgotos), no controle de pragas e doenças, entre outros.

É importante saber que nem todo micro-organismo é prejudicial. Pelo contrário, esses são uma minoria. A grande maioria é benéfica, como vimos acima.

Eles estão distribuídos em microbiotas.

Microbiota é um conjunto de microorganismos que habitam um ecossistema.

Essa microbiota pode habitar o nosso organismo, a água, o solo e inclusive os alimentos.

O corpo humano possui bilhões de microorganismos alojados principalmente nas áreas que possuem contato com o meio ambiente como canal auditivo, boca, nariz, embaixo das unhas, na pele em geral, e nos intestinos.

Algumas estão em equilíbrio e não causam prejuízos a nossa saúde (97%), outras podem trazer sérios riscos de doenças (3%).

3) Os diferentes de micro-organismos e suas características:

3.1 Virus:

Os vírus na verdade não possuem estrutura celular. Há controvérsias quanto ao fato de serem considerados organismos vivos. Eles dependem de outras células para sobreviver, por isso são hóspedes indesejáveis do homem, animais e plantas, causando várias doenças.

Como exemplo de doenças causadas por vírus podemos citar a Raiva e a AIDS, nos seres humanos.

3.2 Bactérias:

As bactérias são unicelulares e possuem estrutura celular com membrana nuclear. Possuem características morfológicas que se diferenciam de acordo com a espécie ou o habitat. Podem ser classificadas de acordo com o seu formato celular em cocos (redondas) ou bacilos (em forma de bastonetes) ou pela espessura da sua membrana celular em gram-positiva (mais espessa) ou gram-negativa (menos espessa).

Podem ou não ser patogênicas. Ou seja, tanto podem ser causadoras de doenças como podem trazer benefícios.

Como exemplo de doenças causadas por bactérias patogênicas temos a Tuberculose, o Tétano, o Botulismo, entre outras.

E vimos também acima que muitas são benéficas e não patogênicas, utilizadas na produção de alimentos como os lactobacilos na produção dos derivados de leite (queijos, iogurtes etc).

3.3 Fungos:

Os fungos são microrganismos unicelulares e também pluricelulares que habitam muitas microbiotas no meio ambiente (solo e ar, inclusive).

É amplamente difundido pelo planeta e possuem formas de vida simples.

Assim como as bactérias, nem todos são patogênicos. ]

Os fungos relacionados a doenças geralmente estão envolvidos em processos alérgicos, doenças de origem alimentar (DTAs) ou nas doenças respiratórias (como pneumonias).

Mas também existem aqueles que são benéficos e utilizados em prol do homem, como na produção de queijos do tipo Gorgonzola, entre outros, na produção de antibióticos como a penicilina e nos cogumelos comestíveis.

3.4 Protozoários:

Os protozoários são seres unicelulares que possuem formas de vida diferentes de acordo com o ambiente que habitam. Geralmente vivem no ambiente externo e possuem estruturas locomotora.

Geralmente estão envolvidos com doenças e são transmitidos ao homem através do meio ambiente, em água e alimentos contaminados, ou por hábitos higiênicos inadequados, falta de saneamento básico, contato com animais ou invertebrados (insetos) infectados.

Como exemplo de doenças causadas por protozoários podemos citar a Leishmaniose, a Toxoplasmose e a Doença de Chagas.



 

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