Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Filosofia: Disciplina Lógica



O que é?

Na matéria de lógica em filosofia analisamos argumentos, normalmente divididos em premissas, dessa maneira tentamos inferir a força do argumento para definir se determinada colocação pode ser considerada verdadeira ou falsa. A segunda parte do curso concentra-se na análise dos conectivos lógicos, que em suma também define a força do argumento e apontam se ele pode ser considerado falso ou verdadeiro. A matéria abordada é muito parecida com a abordada em pré-calculo e/ou concursos públicos, nesses casos a abordamos com o nome de “raciocínio lógico”.

Qual o nível de dificuldade e dedicação da matéria?

Bom, o nível de dificuldade tem relação à dedicação a matéria, porém de forma geral aponto ambos no nível difícil. No meu caso, isso aconteceu, pois, tive aulas com dois professores estrangeiros – o que acabou complicando ainda mais as coisas – era difícil compreender o que estavam falando, então era mais do que necessário o estudo fora da sala de aula.

Para este utilizei as listas que os professores disponibilizavam e vídeos em sites de estudo de raciocínio lógico para concursos públicos e no próprio Youtube, com professores da matéria de pré-cálculo. Apesar de já ter feito concursos públicos com a mesma temática – e ter me saído bem – encontrei muitas dificuldades na matéria, a abordagem filosófica torna a coisa mais complicada.

As dificuldades principais

Muitos dos argumentos que pareciam “lógicos” – pela análise simples de determinadas frases - demonstravam ser o contrário a depender da regra a ser aplicada, por isso em determinada fase do curso eu já não conseguia discernir exatamente o que era mais complicado, entender os professores, as regras ou os contrapontos que eu tentava ligar com o estudo de outros professores.

No começo nós sempre aplicamos o “verdadeiro” ou “Falso”, no passar do tempo às regras tornam-se tão confusas com nossos sentidos de discernir que temos dificuldade em conseguir determina-las.

De que forma estudar para essa matéria, existe bibliografia para o curso?

As melhores maneiras de estudar essa matéria são: pedir ao professor listas de exercícios, é muito difícil compreender efetivamente essa matéria sem realizar exercícios de aplicação, porém de nada servirá se o professor não corrigir, disponibilizando um gabarito e depois realizando alguns exemplos em aula.

As listas devem ser feitas individualmente e comparadas em grupo, para sanar dúvidas, de nada adianta fazer em grupo e ir “copiando”, aponto de forma resoluta que não é possível aprender sem o estudo individual. Como apontei antes outra forma é estudar em sites de concursos públicos ou no Youtube com professores de pré-calculo e raciocínio lógico, mas mesmo essas explicações não abarcam toda a matéria.

Alguns vídeos e artigos sobre raciocínio filosófico são encontrados na internet, obviamente, mas eles se concentram na parte teórica e dificilmente realizam exercício, o que de certa forma não é nada mais do que fazemos em sala, talvez dessa forma, sejam mais bem utilizados se o aluno realmente não entender ou perder alguma aula, mas não necessariamente para praticar o conhecimento.

Cada universidade define uma bibliografia específica para o curso, de toda forma eu utilizei praticamente todos os livros que tinham na biblioteca da faculdade com a temática, porém boa parte deles estava em espanhol ou inglês.

Conclusão

Obviamente a lógica filosófica coloca-se como mais simples que a lógica matemática, o que não retira seu nível de dificuldade. Porém, essa matéria é essencial em dois pontos, o primeiro por ser uma matéria introdutória ao curso de filosofia, dessa maneira seu conhecimento será utilizado em praticamente todas as matérias consequentes do curso, analisando a argumentação dos autores por meio da análise de premissas.

Logo, esse conhecimento também pode ser utilizado para a melhora argumentativa do aluno, apontando premissas de qualidade para defender determinado argumento, não apenas em redação, como na retórica. Essa é uma matéria que desafia o aluno por parecer fácil de início, mas revelar o alto nível de complexidade no decorrer do curso.

Guilherme Reis, Graduando em Bacharelado interdisciplinas em Ciências e Humanidades na Universidade Federal do ABC, Graduando em Bacharelado de Ciências Econômicas na Universidade Federal do ABC.



 

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