Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Engenharia Elétrica: Sistemas Digitais



Esta matéria pode ter diferentes denominações, de acordo com a faculdade, mas sua ementa permanece essencialmente a mesma. Ela nos foi ministrada como obrigatória para o terceiro período. E no meu caso ela teve o nome de princípios de eletrônica digital e como o próprio nome diz, nos ensina conhecimentos básicos de circuitos lógicos, dispositivos lógicos, entre outros recursos essenciais aos sistemas digitais.

O que é?

Esta disciplina, geralmente, nos torna aptos a projetar circuitos combinacionais simples. Isso porque nela aprendemos desde álgebra booleana, passando por mapas de Karnaugh, para enfim chegar aos elementos eletrônicos básicos que compõem os circuitos digitais, que formam os sistemas digitais.

As aulas foram divididas igualmente entre teóricas e práticas, isso foi importante para aprendermos a teoria e logo praticá-la e assim nosso aprendizado foi bem otimizado. Desse modo, nas aulas teóricas havia também, exercícios sobre o tema da aula em questão, e conforme o curso foi avançando, os exercícios abrangiam também aulas anteriores. Já nas aulas práticas havia também um assunto específico para cada aula, contudo sempre exigiram certo conhecimento anterior em circuitos elétricos, por isso nossos grupos foram divididos de modo que sempre tivesse ao menos um aluno com alguma prática em circuitos, ou seja, aqueles que já fizeram técnico ou que tivessem experiência profissional na área.

As avaliações foram dadas em sua maioria como provas teóricas, que exigiram de nós o domínio tanto dos cálculos e conceitos simples como os de sistemas de numeração, como os mais complexos como projetar memórias a partir de dados especificados. Tivemos também trabalhos práticos no decorrer do semestre, que culminaram no trabalho final, em que deveríamos projetar um sistema digital simples, a partir dos conceitos aprendidos na matéria.

Quais as dificuldades?

Tivemos muitas dificuldades nas aulas práticas, principalmente devido aos problemas comuns em circuitos que são o mau contato entre componentes, defeitos nos mesmos ou ainda defeitos nos medidores. Outro problema comum é o uso incorreto dos instrumentos de medição, um exemplo é o osciloscópio, que dependendo da marca e modelo pode ser bem mais difícil de manusear, principalmente porque a maioria de nós nunca havia tido contato com nenhum tipo de instrumento de medição, e aprendemos a usá-los nesta disciplina. Assim, dedicamos a maior parte de nosso tempo para aprender a usar estes instrumentos, já que no decorrer do curso os usaremos constantemente.

Além do problema com os instrumentos de medição, havia também a falta de conhecimento sobre os elementos de circuito que muitos de nós nunca tinhamos tido contato, como por exemplo resistores, capacitores, além dos elementos digitais, como as portas nand, and, e outros. E essa falta de habilidades práticas custou alguns componentes queimados, o que na minha opnião poderia ser evitado se tivessemos uma orientação mais individual, e houvessem mais técnicos de laboratório para nos auxiliar, já que grande parte dos erros foi devido a confiarmos nas supostas habilidades dos colegas de grupo.

Os trabalhos práticos nos trouxeram várias dificuldades, já que haviam muitos grupos e somente um professor e dois tecnicos de laboratório para nos ajudar, além de ter poucos horarios em que podiamos usar o laboratorio, já que haviam muitas turmas de outras disciplinas que tambem usufruiam dele.

Quais as aplicações?

As aplicações são inúmeras, não só para aqueles que irão seguir com ênfase na eletrônica, mas também para as outras áreas da engenharia elétrica. Assim, por exemplo, para a área de comunicação podemos aplicar alguns circuitos lógicos para garantir que a mensagem chegue ao receptor da maneira mais fiel possível, de modo que haja também ma economia na quantidade de componentes utilizados ou ainda fazendo circuitos de forma mais simples usando a lógica digital.

Já as aplicações mais comuns estão nos microprocessadores e microcontroladores, já que os mesmos são efetivamente formados a partir de uma gama de micro-circuitos, ou ainda nano-circuitos, sendo todos baseados em lógicas digitais. E estes são largamente utilizados em eletrônica embarcada e , ultimamente, em diversos objetos que fazem parte da Internet das coisas (IOT).

Conclusão

Assim é possível inferir a grande importância desta disciplina, já que a mesma nos permitiu um contato não só com os circuitos eletrônicos em si, mas também com os equipamentos de laboratório, o que permitiu um treinamento importante para o resto do curso, e até para o mercado de trabalho.

Stefani Santos, engenharia elétrica na UFOP



 

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