Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Curso Supeior de Farmácia: Química Analítica



Teórica

Química analítica é uma das matérias mais difíceis do curso de Farmácia, na minha opinião. A disciplina começa com relembrando alguns conceitos básicos que apendi no ensino médio como pH e pKa, ácido e base, equilíbrio de reação, entre outros. Esses conceitos vão sendo incluídos no primeiro tema da matéria a ser abordado, equilíbrio ácido-base. Nele, vi sobre a velocidade das reações, o que são eletrólitos fortes e fracos, a lei do equilíbrio químico assim como o princípio de Le Chatelier.

É necessário saber quais são os fatores que podem alterar a cinética de uma reação como temperatura, uso de catalisadores, assim como a concentração da solução que pode favorecer ou desfavorecê-la. Mais conceitos são relembrados como as teorias de ácido e base (Arrhenius e Bronsted e Lowry). Essas definições não foram cobradas diretamente na prova, mas eles eram necessários para ser capaz de entender o equilíbrio.

O segundo assunto foi complexação. Esse assunto eu não havia visto antes e achei o assunto mais complicado de todos. Eu tinha que saber como formar um complexo, com qual metal, se ele era capaz de se ligar a apenas um elemento ou mais de um, saber fazer a reação e também, os cálculos relacionados a fórmula da constante de complexação que me dizia, ao final, qual é a concentração do metal livre na minha solução.

Também tive que aprender a fazer gráficos com os dados obtidos por mim e a interpretá-los e a partir dele, se capaz de fazer as contas. O terceiro conteúdo que tive foi constante de solubilidade. Vi qual era a concentração necessária para se colocar dos reagentes para que haja a formação do produto precipitado. Também tinha gráficos para serem feitos e interpretados. O último tema passado foi oxirredução.

Tive que relembrar temas já abordados no passado para aplica-los agora como agente redutor e oxidante. As fórmulas, os cálculos, os gráficos foram coisas que tive que apender e aplicar durante toda a disciplina pois tudo isso era cobrado nas provas.

Prática

Uma parte da disciplina era prática. Fiz titulações durante todo o curso, sendo elas relacionadas com o que era ministrado na teórica. As titulações de ácido-base medíamos o pH; nas de solubilidade, avaliávamos a formação do precipitado; na de complexação, a formação do complexo e na de oxirredução, a presença dos metais em solução.

Criei gráficos com os dados que obtive na prática e também precisei interpretá-los para ser capaz de criar relatórios depois.

Provas

O modo de cobrar era bem didático. Fiz quatro provas, cada uma abordava o tema ministrado anteriormente e assim a matéria não se acumulava para mais de uma avaliação. Achei o método bom pois cada prova valia pouco ponto e assim, a chance de recuperar porventura uma nota baixa, era maior.

A quantidade total de pontos constituía ainda da prova prática, onde precisei realizar uma titulação de acordo com a situação problema que me foi apresentada, realizar os cálculos, executar o procedimento além de todos os relatórios que elaborei ao final de cada prática que eram pontuados e que, ao final, constituíram minha nota.

Conclusão

Particularmente tive muita dificuldade na disciplina. Por serem cálculos dependentes, um erro na conta inicial prejudica toda a sua resposta e isso aconteceu com frequência apesar da extrema atenção. O conteúdo precisa ser estudado com muita calma e dedicação pois apesar de fácil, é a base importante do curso. A resolução de vários exercícios, leitura de livros e de material didático cedido pelo professor foi essencial para facilitar o meu entendimento, auxiliar no meu estudo e aprovação.

Agnes Fortunato, graduanda em Farmácia na Universidade Federal de Minas Gerais



 

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