Disciplinas de Cursos Superiores

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Faculdade de Filosofia: Antropologia Filosófica



O que é a antropologia filosófica

A antropologia filosófica é um ramo da antropologia que desenvolve raciocínios filosóficos acerca de temas que aparecem a partir de estudos antropológicos, portanto, temas relacionados à cultura de uma forma geral. Esta matéria foi vista no segundo período e o professor, antropólogo de formação, deixou clara a importância das reflexões filosóficas para o desenvolvimento dos próprios estudos antropológicos, já que elas são essenciais para a construção de teorias e interpretações, podendo ser desse modo vista como uma etapa do pensamento antropológico.

O que foi visto na matéria e como ela se divide

A matéria foi abordada didaticamente por meio de duas vertentes: a Antropologia e a Filosofia. Essa divisão inicial foi importante para compreendermos como funciona cada coisa de forma separada e as suas funções específicas para em seguida entendermos como as duas coisas atuam unidas, constituindo uma forma particular de conhecimento.

Na primeira unidade vimos a Antropologia e a Filosofia de formas separadas, tendo como base os livros da série Primeiros Passos “O que é Antropologia” e “O que é Filosofia”.

A Antropologia é uma ciência social que tem a cultura como objeto de estudo e se concentra em estudos sobre as diferentes expressões culturais existentes, sejam aquelas ditas “selvagens”, como os povos indígenas, ou mesmo as aglomerações humanas no meio urbano.

A Filosofia, por sua vez, é um ramo do conhecimento que se faz através de reflexões a respeito de temas ligados à existência do homem, à vida, ao mundo material e até mesmo ao espiritual ou sobrenatural.

A partir dessas especificações, ficou mais fácil compreendermos, na segunda unidade, como a filosofia pode estar unida à antropologia, porquanto o antropólogo se depara em seu trabalho e estudos com questões culturais que necessitam de reflexões filosóficas para serem desenvolvidas.

Vimos como exemplo questões como o relativismo cultural – que consiste em entender as culturas em suas diferenças particulares, sem comparações, pensamento proposto pelo Antropólogo americano Franz Boas –, e a alteridade – que se trata do olhar sobre o outro, desnudando-se de preconceitos e visões pré-concebidas para que seja possível uma interpretação lúcida nos estudos antropológicos.

Na terceira unidade o professor nos propôs uma atividade de campo, na qual deveríamos refletir filosoficamente a respeito de questões antropológicas. A sala, dividida em grupos, deveria eleger objetos de estudos no contexto urbano de nossa cidade. O meu grupo escolheu a temática “Prostituição”, e então nos deparamos com questões como a liberdade, o direito de escolha individual, projeto de vida, segredo e desvio, onde concluímos que o indivíduo em sociedade nem sempre tem a liberdade almejada, já que as escolhas feitas em nossas vidas se dão apenas entre as opções que a sociedade nos dispõe. Desse modo, o que existe não passa de uma ilusão da liberdade.

O que o professor cobra dos alunos

O que o professor mais cobrou de todos nós foi principalmente o comprometimento com as leituras dos textos, entrega dos fichamentos de cada texto relacionado a cada aula e a nossa participação nas discussões, já que nós desenvolvemos a nossa capacidade analítica a partir da prática, seja por meio da palavra falada ou escrita.

Desafios e contribuições

O maior desafio que eu percebi envolver a maioria dos alunos foi conseguir desenvolver reflexões que o professor considerasse interessantes o suficiente para podermos produzir trabalhos que pudessem ser publicados em revistas ou apresentados em eventos.

O pensamento articulado dentro da antropologia filosófica não é fácil, e pessoalmente eu acredito que por isso mesmo as contribuições dadas por essa matéria tenham sido de grande proveito, já que é a dificuldade que nos faz exercitar uma prática e conseguirmos alcançar resultados antes inimagináveis.

É desse modo que a Antropologia Filosófica se torna importante para Filósofos, Antropólogos e Sociólogos, porquanto toca questões essenciais para o conhecimento da sociedade.

Carlos Xavier, estudante de Direito.



 

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