Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Medicina Veterinária



A faculdade de Medicina Veterinária não é fácil. Tem muito conteúdo, matemática, química, informática, ciências sociais... Todas aquelas disciplinas que juramos que jamais iríamos estudar novamente quando deixamos o pré-vestibular, não é verdade?

Mas essa é uma daquelas disciplinas que tornam o curso mais ameno, prazeroso. Trazer novas vidas ao mundo sempre foi e sempre será uma dádiva.

Mas não se engane. Nem tudo são flores. Vamos acompanhar partos lindos, com muitos filhotinhos saudáveis, mas também haverão muitas complicações e patologias da reprodução ao longo da prática como profissionais.

Essa disciplina, que geralmente é ministrada nos últimos semestres da faculdade (geralmente o penúltimo), pode ter vários nomes. Alguns cursos chamam de Fisiopatologia da Reprodução, ou Fisiologia da Reprodução, ou apenas Obstetrícia. Mas o conteúdo será sempre o mesmo, basicamente.

Conceito e tópicos estudados

É a ciência que estuda os aspectos fisiológicos normais e patológicos dos órgãos reprodutores e da reprodução.

Nessa disciplina geralmente estudamos tópicos como:

  • Noções de Ginecologia: Conceitos, fisiologia, Glândulas Endócrinas e Hormônios; Exame ginecológico
  • Obstetrícia: Fisiologia e patologia da gestação e do puerpério;
  • Técnicas obstetrícias: Práticas cirúrgicas e manobras obstétricas;
  • Controle da eficiência reprodutiva e Melhoramento genético;
  • Patologias do pós-parto e infertilidade;
  • Tecnologias reprodutivas;
  • Entre outros.

Dependendo da faculdade e/ou da disciplina oferecida, o aparelho reprodutor masculino (fisiologia e patologias) também é estudado.

Metodologia de ensino

As aulas teóricas ocorrem em sala de aula, normalmente, com o auxílio de recursos audiovisuais (multimídia).

Também podem ser usados atividades escritas, discussões, questionamentos, estimulo a leitura de testos bibliográficos.

As aulas práticas podem ser no campus ou fora dele, como em matadouros, fazendas, sítios ou clínicas, com o objetivo de acompanhar os procedimentos obstetrícios, exames pré-parto (palpação retal) e pós-parto, entre outras atividades.

Dificuldades no estudo da Ginecologia e Obstetrícia

A maior dificuldade que encontrei nessa disciplina foi durante o aprendizado prático. O exame através da palpação retal foi das situações mais estranhas em que eu me vi na vida. Ficava completamente perdida, não conseguia sentir o que o professor dizia que sentia e poucos dos colegas falavam com convicção que estava, conseguindo também.

Confesso que fiquei bem frustrada e preocupada.

Mas um professor me deu a dica e me acalmou. Falou que ao longo da experiência profissional dele pode constatar que aquela dificuldade era bem comum. Alguns alunos conseguiam de primeira e outros demoravam mais. É um ambiente confuso e com muitas distrações (fezes, gases, peristaltismo) e é natural se confundir. Mas a prática ajuda e com o tempo a pessoa pega o jeito (pra quem quiser trabalhar nessa área).

Vamos combinar que não é uma coisa muito atraente mesmo. Para quem não sabe o que é a palpação retal é um exame em que colocamos uma luva descartável que vai quase até o nosso ombro e introduzimos no ânus dos animais de grande porte (equinos, bovinos) para exame retal. Por ele é possível sentir patologias reprodutivas e digestivas, verificar períodos gestacionais, entre outros.

Conteúdo das provas (o que os professores costuma cobrar)

As provas são teóricas e práticas. Geralmente os professores dão a dica em sala de aula do que cai no conteúdo discursivo.

Com relação a prova prática, eu fiz a minha em um abatedouro. O professor dividiu a turma em grupos e tivemos que fazer o parto (cesariana) em uma vaca prenhe.

Conclusão

No mínimo devemos sair do curso conhecendo a fisiologia reprodutiva dos animais, sabendo quais os principais procedimentos que devemos e que não devemos fazer em situações de parto (normal ou não), em diferentes espécies (domésticas e de produção) e pelo menos identificar as técnicas de reprodução (in vitro).

Para aqueles que queiram se aprofundar, existem as especializações para ginecologista Obstetra veterinário. É só escolher ficar mais um tempo no meio acadêmico e fazer monitoria, estágio, mestrados, pós-graduações, até conseguir se tornar um especialista.

Ana Carolina Braga. Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense. Facebook: https://www.facebook.com/anacarolinabbraga



 

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