Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Letras: Didática Geral



Didática geral é uma matéria fundamental no curso de licenciatura. Depois de Filosofia e Sociologia da Educação, esta é a matéria introdutória do currículo de um professor. É a base de todas as matérias de Fundamentos e Práticas que você verá (e a sensação de déjà vu vai permanecer por todas as disciplinas de educação).

Com Didática você vai começar a aprender a fazer algo que continuará elaborando por toda a faculdade, até o último período (sério), o tão popular: plano de aula. Sim, por todas as matérias de educação os professores continuarão pedindo que você faça um plano de aula. Então é algo impensável que o aluno de licenciatura saia da graduação sem saber montar um. E, no meu caso, que fiz duas habilitações (Inglês e Português), ainda tive que aprender o famigerado também em Língua Inglesa.

1) Minha Experiência

Essa disciplina é interessante porque é comum a todos os licenciandos, por isso, na sua turma pode ter pessoas de diversos cursos (Biologia, História, Geografia etc) e é a oportunidade de conhecer colegas novos e discutir outros saberes e formas de pensar. A faculdade sugere que essa seja uma matéria de terceiro período, tendo o aluno passado por Filosofia da Educação, no primeiro, e Sociologia da Educação, no segundo.

Acabei fazendo Didática no segundo e Sociologia da Educação lá depois do quinto. Logo, na minha sala não tinha um conhecido se quer. O que contribuiu para que eu não gostasse tanto dessas aulas. Mas também não era algo que odiasse. Eu estudava de 18h até 21h e era a última matéria do dia. Já vinha aquele cansaço e a professora costumava deixar as aulas um pouco monótonas passando textos para lermos e, com isso, responder um questionário elaborado por ela. Mas, claro, essa era a forma dessa professora, não significa que todos os docentes conduzirão a aula da mesma maneira, não perca as esperanças!

A coisa que ficou mais vívida na minha mente foi, surpreendam-se, o plano de aula. A professora deu um modelo que acabei reproduzindo para quase todas as matérias. Apenas adaptando para o plano em inglês, que precisa contemplar as 4 habilidades do aluno (fala, escrita, compreensão e leitura). Mas o modelo em si, não muda.

2) O Currículo

Em Didática você aprende o tipo de ensino que foi popular durante a evolução da escola no Brasil. Você estuda sobre a visão de um ensino mais focado no professor, até a evolução do ensino priorizando o aluno e vendo o docente como uma ponte entre o estudante e o conhecimento.

Minha professora adorava passar transparências (sim, de retroprojetor, aquele que tem uma luz e projeta a imagem na parede da sala). Ela já tinha uma certa idade e aquela era a forma que mais a fazia sentir confortável. Claro que é um pouco paradoxal estudar a base da construção da sua aula a partir de tecnologias que não são usadas há anos. Mas, vou contar um segredo, ninguém vai ensinar você a dar aula na faculdade. Nem nas matérias de prática, nem nos estágios. É algo que você vai aprender sozinho, em campo mesmo.

E é até uma fala comum dos alunos: “esse professor não tem didática!”. Mas não é em didática que o professor vai construir sua forma de trabalhar (longe disso!) e sim e sala de aula, através de erro e acerto. O seu curso dá a teoria, mas a prática sempre será com você. Talvez saber disso seja um pouco assustador se está começando agora, mas é melhor já estar preparado para isso.

• Objetivos:

a) Reflexão sobre a Didática na formação do professor, analisando o ambiente educacional e político da atualidade e dos períodos passados.

b) Análise sobre as concepções de conhecimento na construção da aprendizagem do aluno e do ensino docente.

c) Instrumentalizar o professor para o planejamento e a avaliação dos alunos.

• Ementa:

Estudo sobre a função da Didática no processo de construção da identidade docente. Avaliação do ambiente escolar e da ação do professor. Tendências pedagógicas recorrentes durante a história da educação no Brasil. A importância da pesquisa para o ensino-aprendizagem e na formação docente.

3) Conclusão

De forma geral, achei que a disciplina de Didática poderia ser melhor explorada. A professora passava alguns textos sobre o decorrer da educação no país e nós tínhamos que responder umas perguntas formuladas por ela. Passava alguns textos motivadores e era bem bê-a-bá mesmo. Mas é algo comum no começo do curso, o professor ainda não confia na habilidade do estudante e passa atividades básicas. Eu acredito que a matéria seria mais bem aproveitada se criasse um ambiente para debater as melhores formas de atuação do docente em sala, como o professor regente pode administrar uma sala com mais de quarenta alunos, a diferença de uma aula em curso, preparatório e escola (particular ou pública), como manter a motivação tendo que trabalhar em dois ou mais locais diferentes, só para dar alguns exemplos de temática. Porém a matéria foi útil, no fim das contas, só depois de ter que construir vários planos de aula na graduação que fui perceber que a matéria teve, sim, sua importância.

Beatriz Ramirez, graduada no curso de Letras Português/Inglês pela UERJ-FFP.



 

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