Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Curso Superior de Marketing: Cibercultura



Cibercultura é uma disciplina do curso de jornalismo que entrou para a matriz curricular quando os aparatos tecnológicos começaram a impactar o modo de entreter, informar e educar. Passou a ser cultural a rotina de fazer jornalismo online, pois, em todas as partes do mundo, nem que fosse apenas com um recurso multimídia, estava sendo utilizada a tecnologia na produção de notícias.

O conteúdo tratado na disciplina se focou na profunda mudança que esses recursos multimídias trouxeram para o jornalista contemporâneo e como os profissionais precisariam se inteirar dessa realidade que só se aperfeiçoa.

Aprendizado em sala

Cibercultura foi uma das matérias estudadas na quarto semestre de jornalismo na Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF) e que apresentou uma metodologia completa, abordando a teoria em sala de aula como a prática exercitada em laboratório, espaço onde tive a oportunidade de aprender assuntos essenciais como a elaboração de textos para os meios de comunicação digitais, a colocação de hiperlink, a importância das tags (palavras-chaves), além da nova linguagem dessas mídias.

As aulas de laboratório ensinaram que o texto digital precisa ser hipermidiático, característica que faz da produção textual um labirinto que leva a muitos outros textos relacionados ao mesmo assunto.

Por se tratar de cibercultura, as relações sociais mediadas na comunicação e informação pelas tecnologias foram assuntos igualmente explorados em sala de aula, deixando o aprendizado de como os relacionamentos profissionais, familiares e sociais sofreram profundas transformações – nem sempre positivas – com o aperfeiçoamento da tecnologia.

Novos Termos

O termo webjornalismo era recorrente, principalmente quando o objetivo era explicar como o jornalista dessa geração precisava ser interativo, integrado as novas ferramentas de trabalho e pronto para enfrentar os desafios de compreender as específicas linguagens do jornalismo offline (mídias tradicionais) e a digital.

Um dos trabalhos aplicados em sala de aula foi entrevistar jornalistas de Feira de Santana, na Bahia, onde a UNEF é sediada, para saber como foi para eles a mudança de escrever para mídia impressa e migrar para textos online.

O trabalho foi interessante e rendeu a descoberta de que a mudança não foi nada fácil. A amostra para o trabalho foi realizada com profissionais fundadores do jornal Folha do Estado, um dos impressos mais lidos em Feira de Santana que em 2005 migrou também para a versão digital.

Os mesmos jornalistas que atuavam no impresso tiveram de se adaptar a elaborar matérias para a versão online, o que, segundo eles em entrevista, foi um verdadeiro desafio a ser enfrentado, pois a forma de se dirigir ao leitor/internauta é totalmente diferenciada.

Durante as aulas foi explicado que havia o caráter antropológico a ser explorado na disciplina cibercultura, mas, como se tratava de uma matéria com apenas 48h de carga horária/semestral, era necessário se atentar apenas nas implicações jornalísticas do assunto.

Embasamento teórico

O professor da matéria buscou em vários teóricos o respaldo intelectual para aulas repletas de visões interessantes sobre o mundo cibercultural e seus desdobramentos na comunicação.O espanhol Manuel Castells e o francês Pierre Levy foram os mais apreciados, por terem sido proféticos na questão do impacto na internet na sociedade e, por sua vez, no modo de realizar as atividades mais rotineiras de modo tecnológico. Eles foram os primeiros teóricos a citar termos tão usuais hoje em dia como virtual, rede e humanidades digitais. Tudo em tempos que a internet era algo longínquo, apenas um embrião.

Conclusão

Um dos grandes aprendizados que tive do jornalismo na era ciber foi a importância do jornalista, mesmo integrado às novas tecnologias, não abandonar a velha prática de apurar os fatos para depois torná-los públicos. Apesar da gana de ser o primeiro a chegar com uma notícia – o conhecido “furo” – é bem mais apreciado quem chega melhor e com informações devidamente checadas.

Para o jornalismo, o mundo digital tem os encantos da instantaneidade, de se estar a par de tudo em tempo real, porém, aprendi que nenhum desses fascínios deve substituir o papel do profissional da comunicação em saber se procede aquilo que noticia, afinal, ser jornalista é saber lidar com a verdade, zelo por reputações e respeito ao público que merece qualidade no que lê/ouve.

Michelle de Oliveira, Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF), na Bahia, com pós-graduação em Marketing Digital pela Universidade Católica Dom Bosco, no Mato Grosso do Sul.



 

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