Disciplinas de Cursos Superiores

Análises das matérias de cursos superiores escritas por estudantes universitários e graduados das universidades: USP, UFMG, UNIP, UERJ, UFJF, UFOP, UNIFESP, Unigranrio, PUC-SP, UFSC, Fatec-SP, UFABC, UFF, UFPI, ULBRA, entre outras.


Faculdade de Marketing: Estudos Disciplinares



Projeto Experimental: aprendendo mais sobre jornalismo

Na instituição de ensino onde estudei não tinha a diferenciação entre matérias obrigatórias e optativas. Todas que constavam na grade do curso de graduação em jornalismo deveriam ser cumpridas à risca por quem almejasse concluir o curso. Assim foi com a matéria Projeto Experimental, com carga horária de 90 horas semestrais, lecionada no 6º semestre, trazendo conteúdos específicos da comunicação social.

O que estuda

Especificamente no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da UNEF, a disciplina tinha como foco o jornalismo impresso, modalidade jornalística voltada a produções textuais para revistas e jornais. Contudo, não foram excluídos os estudos textuais para mídias digitais, ficando algumas aulas separadas para jornalismo digital.

A matéria fez um estudo aprofundado desde a elaboração de pautas (roteiros para nortear a reportagem) até a produção (todos os elementos necessários para que a matéria fique pronta) e edição (funciona como uma revisão final antes da publicação do texto).

Pode parecer pouco conteúdo para 90 horas semestrais de estudo, no entanto, quando vi cada um desses temas ser abordado dentro de uma visão teórica e prática – porque algumas aulas foram separadas para treinamento em laboratório – observei que a carga horária estava até pouca para a demanda de assuntos.

Nessa matéria, também foi estudado o funcionamento de um jornal enquanto empresa, que possui o seu setor administrativo, Recursos Humanos (RH), avaliação no mercado profissional, além de outros detalhes que focam um jornal como uma empresa que tem um produto para vender: o jornal.

Estudo nos detalhes

As primeiras aulas foram para detalhar os trabalhos no jornalismo impresso, explicando como deve ser a postura do repórter ao conduzir uma entrevista, como deve redigir sua matéria levando em consideração os critérios de noticiabilidade e como ser isento – já que a imparcialidade não existe – e como as imagens por fotografias e infográficos devem estar de acordo com a ideia apresentada no texto. A intenção é dar o preparo técnico ideal para quem desejasse atuar no ramo do impresso.

Uma das aulas mais interessantes, ocorridas na metade do semestre da disciplina em questão, foi quando abordou a questão do saber apurar notícias. Foram utilizados alguns exemplos de apurações de notícias que fracassaram e levou a desinformação em matérias jornalísticas, o que é fatal para qualquer empresa jornalística pelo descrédito gerado.

O caso da Escola Base, em São Paulo, em que houve uma precipitação dos repórteres em julgar que ocorreu abuso sexual com um dos seus alunos, foi um dos exemplos em sala. A professora explicou que a imprensa não atentou em apurar de fato os acontecimentos e nem tão pouco ouviu os proprietários da escola, noticiando precipitadamente que a escola era palco de abuso sexual em crianças. Moral da história: a criança que julgavam ter sido abusada estava apenas com assaduras em suas partes íntimas, não comprovando contanto sexual com adultos.

Com toda essa falta de apuração e exaustivas notícias nos meios de comunicação, a escola Base fechou as portas e até hoje os antigos proprietários têm problemas psicológicos. Com essa aula, especificamente, aprendi a importância de checar todos os detalhes daquilo que se deseja noticiar.

Projeto Experimental também trouxe aprendizados técnicos importantes de como fazer uma manchete interessante para o jornal, que seja destaque sem apelar para o sensacionalismo; como legendar fotos; criar intertítulos interessantes para a reportagem e escolher qual infográfico irá complementar melhor a matéria. Tratou-se de orientações importantes que fizeram toda a diferença na minha formação profissional como jornalista.

Meta

Para que desejasse trabalhar na função de editor, como foi o caso de muitos colegas meus, a disciplina Projeto Experimental trouxe uma farta bagagem teórica para auxiliar na formação desse profissional, pois trabalhou em laboratório com todas as formas de se editar um jornal de forma coerente e de acordo com a linha editorial.

Foi explanado igualmente que é possível sim jornalismo e marketing caminharem juntos, já que um jornal se trata de uma empresa, de cunho capitalista, que necessita ter receita para manter seus funcionários e seguir fazendo jornalismo.

O que absorvi de tudo

O conhecimento absorvido na disciplina Projeto Experimental é que as técnicas aprendidas para a prática de um bom jornalismo sempre estarão em processo de aprimoramento. O jornalismo digital, com toda a tecnologia que o envolve, é uma comprovação de que a técnica de escrever a verdade deve ser premissa em qualquer gênero jornalístico.

Michelle de Oliveira, Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF), na Bahia, com pós-graduação em Marketing Digital pela Universidade Católica Dom Bosco, no Mato Grosso do Sul.



 

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